
Preciso mesmo de algo que me represente?
Procuro, eu, falsas representações?
Preciso me ver em minhas produções?
Sobreviveria, eu, sem nada produzir?
Sendo representada apenas por mim mesma?
Sou crescida o suficiente para sobreviver bem ao ócio?
Ao ócio não criativo?
E de que é feito meu combustível?
Essa necessidade desenfreada?
Porque insisto em preferir às interrogações?
Em uma breve declaração; sempre penso no que ainda está por ser conquistado.
As conquistas já saboreadas tem gosto efêmero e as novas possibilidades despontam com sabor desconhecido, por demais atraente.
O medo também transita por aqui. Como poderia negá-lo?
Ele casou-se com os paradigmas e com as certezas.
Adora um ponto final, evita vírgulas e imagina exclamações.
Nem sei pra quem estou escrevendo... Talvez seja uma necessidade mal disfarçada de representar-me.
Mas, representar-me para quem, meu Deus!?
Não há alguém humano que me entenda além de mim mesma.
Aliás, que otimismo repentino foi esse que presumiu eu mesma entender-me?
Escrevo para esvaziar-me.
Essa desculpa me cai bem, por enquanto.
Eu mesma,
Mas fazendo uso do vocativo que normalmente usam:
Caroline.
Caroline, Caroline!
ResponderExcluirRapadura!